fNIRS na Reabilitação

fNIRS na reabilitação

Medindo o que Realmente Importa para a Recuperação

Compreender se um tratamento é realmente eficaz exige mais do que observar mudanças comportamentais — requer entender o que está acontecendo no cérebro. O fNIRS mede alterações relativas na hemoglobina oxigenada e desoxigenada, fornecendo uma janela confiável para a atividade cerebral local. Suas principais vantagens — ser não invasivo, rápido de configurar, confortável e portátil — tornam a técnica especialmente adequada para pesquisas em reabilitação, nas quais o conforto do paciente e a validade ecológica são fundamentais.

Na reabilitação, o fNIRS é utilizado para avaliar estratégias terapêuticas em nível neural, medindo a atividade cerebral antes, durante e após intervenções como estimulação cerebral, fisioterapia ou tratamentos farmacológicos. Isso permite compreender não apenas se os pacientes melhoram, mas também por que melhoram. Os estudos a seguir ilustram como isso se aplica na prática.

Estratégias de cueing na Doença de Parkinson

Vitorio et al. (2025) investigaram como diferentes estratégias de cueing influenciam a marcha e a atividade cerebral em 80 indivíduos com Doença de Parkinson. Utilizando fNIRS e EEG em uma abordagem multimodal durante a caminhada, os autores observaram que o cueing interno aumentou a atividade do córtex pré-frontal, enquanto o cueing visual externo ativou os córtices motor e visual. Publicado na revista Neurorehabilitation and Neural Repair, o estudo fornece uma base neurofisiológica para que clínicos possam personalizar estratégias de cueing de acordo com as características de cada paciente.

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Estimulação cerebral e recuperação do equilíbrio

Beretta et al. (2024) demonstraram que múltiplas sessões de tDCS aplicadas sobre o córtex motor primário melhoraram as respostas posturais em pacientes com Parkinson, com benefícios mantidos por pelo menos um mês. O fNIRS revelou uma redução da atividade no córtex pré-frontal após a intervenção, sugerindo maior automaticidade dos movimentos e menor demanda cognitiva para o controle do equilíbrio.

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Recuperação pós-AVC em mulheres

Peters et al. (2025) acompanharam alterações na ativação cerebral de mulheres em recuperação de AVC subcortical subagudo utilizando fNIRS. Publicada na revista Physiotherapy Theory and Practice, esta série de casos aborda uma população ainda sub-representada na literatura e destaca diferenças relevantes nos padrões de ativação cerebral durante o processo de reabilitação.

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